top of page
_logo_licbfp_fungos_vesiculas KSF.png

Bem vindo ao nosso Site

Investigamos as vesículas extracelulares que fungos patogênicos e células de defesa trocam entre si durante a infecção. Essas partículas carregam proteínas, lipídios e ácidos nucleicos capazes de alterar o rumo da resposta imune — ora a favor do hospedeiro, ora a favor do fungo. Entender o que elas transportam abre dois caminhos práticos: usar as vesículas como plataforma vacinal e usar seu conteúdo como biomarcador para diagnóstico.

Áreas de Pesquisa

O laboratório estuda como fungos patogênicos e células do sistema imune se comunicam por vesículas extracelulares, e o que essa comunicação decide no curso da infecção. Trabalhamos com modelos celulares e animais, técnicas de isolamento e caracterização de vesículas, citometria de fluxo e análise proteômica.

Linha 1 — Vesículas extracelulares na esporotricose

Sporothrix brasiliensis é a espécie mais virulenta do gênero e responde pelos surtos zoonóticos transmitidos por gatos no Brasil. Mostramos que as vesículas liberadas pelo próprio fungo aumentam a carga fúngica em modelo experimental, e que vesículas de células dendríticas, ao contrário, protegem contra a infecção. Investigamos agora o que acontece no encontro inicial entre a vesícula fúngica e a célula dendrítica, e o que essa célula transmite adiante ao linfócito T.

Linha 2 — Vesículas como plataforma vacinal e fonte de biomarcadores

Não existem vacinas licenciadas contra as principais micoses humanas, e o diagnóstico ainda depende de cultura, que leva dias e falha nos pacientes de maior risco. As duas lacunas têm a mesma origem: conhece-se pouco do que as vesículas fúngicas carregam. Caracterizamos esse conteúdo para testá-lo em duas direções, como imúnogeno capaz de induzir proteção e como marcador molecular detectável em amostra clínica.

  • Vesículas de células dendríticas protegem contra Sporothrix brasiliensis Da Silva JL, Ikeda MAK, Albuquerque RC, de Almeida SR, Ferreira KS. Mycopathologia, v. 190, n. 2, p. 35, 2025. 10.1007/s11046-025-00943-9 Primeira demonstração de que vesículas derivadas de células apresentadoras de antígeno reduzem a carga fúngica em modelo experimental de esporotricose.

  • Vesículas de S. brasiliensis aumentam a atividade fungicida de macrófagos Campos RMS, Jannuzzi GP, Ikeda MAK, de Almeida SR, Ferreira KS. Mycopathologia, v. 186, n. 6, p. 807–818, 2021. 10.1007/s11046-021-00585-7 Mostra que o efeito das vesículas fúngicas depende do tipo celular: no macrófago elas ativam a morte do fungo, ao contrário do que fazem no animal inteiro.

  • Vesículas de S. brasiliensis são fator de virulência Ikeda MAK, de Almeida JRF, Jannuzzi GP, Cronemberger-Andrade A, Torrecilhas ACT, Moretti NS, da Cunha JPC, de Almeida SR, Ferreira KS. Frontiers in Microbiology, v. 9, p. 2286, 2018. 10.3389/fmicb.2018.02286 A administração prévia das vesículas do fungo aumentou a carga fúngica na esporotricose experimental, estabelecendo as vesículas como fator de virulência.

  • Vesículas extracelulares de leveduras de Sporothrix — capítulo Ikeda MAK, Ferreira KS. Current Topics in Microbiology and Immunology. Springer, 2021. 10.1007/978-3-030-83391-6_4 Revisão convidada sobre biogênese, composição e papel imunológico das vesículas do gênero.

  • Vesículas fúngicas: isolamento, caracterização e resposta imune Ikeda MAK, Campos RMS, da Silva JL, Ferreira KS. Microbiology Research, v. 15, p. 2146–2161, 2024. 10.3390/microbiolres15040144 Revisão metodológica útil a quem quer entrar na área — boa escolha para destacar na página de Oportunidades.

  • Células dendríticas na imunidade antifúngica

  • Interação entre Paracoccidioides brasiliensis e células dendríticas pulmonares Ferreira KS, Bastos KR, Russo M, Almeida SR. The Journal of Infectious Diseases, v. 196, n. 7, p. 1108–1115, 2007. Acesso ao artigo Mostrou que a célula dendrítica pulmonar responde ao fungo produzindo IL-10 e aumentando TLR-2, um mecanismo de suscetibilidade. É o trabalho mais citado do grupo.

  • Anticorpos recombinantes (scFv)

  • scFv derivado de anticorpo que mimetiza a gp43 modula a resposta imune Jannuzzi GP, Tavares AHFP, Kaihami GH, de Almeida JRF, de Almeida SR, Ferreira KS. PLoS ONE, v. 10, n. 6, e0129401, 2015. 10.1371/journal.pone.0129401 Demonstra que um fragmento de anticorpo pode substituir o antígeno na indução de resposta protetora.

  • Células dendríticas transfectadas com scFv induzem proteção Ferreira KS, Maranhão AQ, Garcia MCC, Brígido MM, Santos SS, Lopes JD, Almeida SR. PLoS ONE, v. 6, n. 1, e15935, 2011. 10.1371/journal.pone.0015935 Une as duas linhas do laboratório: a célula dendrítica como veículo e o scFv como imúnogeno.

  • ​

Contato
bottom of page